O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) realiza em 29 e 30 de maio, em Campinas (SP), mais uma edição do Ciência Aberta, um dos maiores eventos de divulgação científica do país. A programação reúne cerca de 100 atividades distribuídas em nove grandes áreas do CNPEM: Biorrenováveis, Biociências, Conexão CNPEM, Engenharia e Tecnologia, Nanotecnologia, Luz Síncrotron, Ilum Escola de Ciência, Parceiros e Orion.
A visita inclui passagem pelas instalações do Sirius, o maior equipamento científico já construído no país e um dos aceleradores de partículas mais avançados do mundo. Também haverá espaço interativo dedicado ao Programa de Inovação Radical em Saúde, estande dedicado ao projeto do complexo de laboratórios Orion e duas praças de alimentação.
As atividades abordam temas de fronteira da ciência, como Inteligência Artificial aplicada à saúde, robótica e nanotecnologia, além de dezenas de atividades abordando física e engenharia, em temas como aceleradores e raios X. Biotecnologia e saúde também ganham espaço com atrações sobre DNA, CRISPR, biofármacos, câncer e protonterapia, incluindo os estandes do Orion e do Programa de Inovação Radical em Saúde. Sustentabilidade e energia limpa aparecem em atividades sobre hidrogênio verde, bioenergia, biodiversidade e economia circular.
No ano passado, foram quase 40 mil participantes nos dois dias de evento. Para maior controle sobre o evento e conforto dos visitantes, neste ano a participação será exclusiva para os que retiraram convites antecipadamente.

Segundo Antonio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM, o Ciência Aberta é uma forma de reconhecer o trabalho coletivo de pessoas que acreditam que o Brasil pode ir mais longe por meio da ciência, da tecnologia e da inovação. Para o diretor-geral, cada avanço apresentado ao público carrega o esforço de gerações que apostaram no conhecimento, na cooperação e na construção de futuro.
“A ciência é uma construção humana e coletiva, feita de persistência, confiança e visão de longo prazo e, por isso, precisa ser valorizada, divulgada e reconhecida pela sociedade. É assim que inspiramos novos talentos, fortalecemos nossas instituições e reafirmamos o papel estratégico da ciência brasileira na construção de um futuro melhor.”
Antonio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM
Ingresssos esgotados
Os ingressos para grupos estudantis se esgotaram em menos de 24 horas durante o período de cadastro, em março. A expectativa é receber entre 15 mil e 20 mil estudantes nos dois dias do evento. Cerca de 60% dos inscritos nunca visitaram o CNPEM anteriormente. Os 344 grupos cadastrados representam 9 estados brasileiros e o Distrito Federal, com predominância de escolas do estado de São Paulo, responsáveis por 88% das inscrições. Entre as instituições inscritas, 53% são públicas, das esferas municipal, estadual ou federal.
A maior parte dos grupos é composta por estudantes de Ensino Médio, presentes em 65% dos grupos cadastrados, seguido por estudantes do ensino fundamental II, ensino técnico, graduação, ensino fundamental I, pós-graduação e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Programação para professores e pesquisadores
Na sexta-feira (29), a programação será voltada especialmente a professores e educadores, com mesas-redondas e rodas de conversa sobre divulgação científica, Inteligência Artificial na educação e oportunidades de capacitação oferecidas pelo CNPEM. Haverá uma conversa aberta entre pesquisadores e visitantes, com oferecimento de café aos participantes.
No sábado (30), a “Sede de Ciência” terá uma programação aberta ao público, com debates sobre aceleradores de partículas, tecnologias quânticas, fósseis analisados no Sirius, biodiversidade amazônica e terras raras. O espaço contará ainda com venda de chope e interação direta entre pesquisadores e visitantes.
Encerrando a programação, o diretor-geral do CNPEM, Antonio José Roque, participa de uma conversa sobre o novo polo de inovação em saúde liderado pelo Centro em parceria com o Governo Federal. O debate abordará iniciativas voltadas à produção nacional de vacinas, terapias e Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) estratégicos para o SUS.




