- Indústria farmacêutica Catarinense, em parceria com Organa Biotech, pretende elevar produção de adubo de 3,9 toneladas para 10 toneladas mensais;
- Insumo é feito a partir de resíduos orgânicos de alimentos e materiais industriais e doado para hortas comunitárias em Joinville (SC)
- Foto: Pixabay/Katya_Ershova
A indústria farmacêutica Catarinense, referência em suplementos alimentares e fitoterápicos como o tradicional xarope Melagrião, tem transformado resíduos orgânicos de alimentos e materiais industriais em adubo. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a startup Organa Biotech, tem como meta produzir 10 toneladas de adubo por mês até o final do ano, mais do que o dobro do volume atual, de 3,9 toneladas mensais.
O insumo é distribuído para hortas comunitárias de Joinville (SC), auxiliando mais de 40 famílias que utilizam o composto no cultivo de alimentos. Com o projeto, a Catarinense reduz sua pegada de carbono em mais de 10 toneladas de CO₂, frente a uma pegada atual de 13 toneladas.

“A expansão planejada reforça o compromisso socioambiental da farmacêutica e cria condições para que novas iniciativas de agricultura urbana, hortas comunitárias e projetos de educação ambiental também recebam suporte”
Leonardo Bitsch, diretor do Centro de Serviços Compartilhados da Catarinense. (Imagem: Divulgação)
Relatório Organa Biotech, parceira da Catarinense no projeto, aponta que, entre janeiro e dezembro de 2025, a farmacêutica liberou apenas 2,29 toneladas de CO2, processo natural e de baixo impacto considerando o envio de resíduos para aterro. A eficiência ambiental superou 80%, com base no carbono que deixou de ser emitido pela transformação de resíduos em composto, e no carbono efetivamente emitido durante a produção.
“Nosso foco é transformar o que seria descarte em valor socioambiental. Além de reduzir resíduos e emissões, conseguimos devolver à comunidade um produto que contribui para o cultivo e para o equilíbrio ambiental.”
Leonardo Bitsch
Em 2025, a implementação dos projetos de compostagem e de logística reversa contribuiu para a redução de 59 toneladas no volume total de resíduos enviados a aterros sanitários. O programa de logística reversa reaproveita materiais antes destinados ao descarte — como jalecos, luvas e etiquetas —, transformando-os em mobiliário e itens de uso interno.

