Um dos maiores marcos de transição energética do país deu o seu primeiro passo prático em Fernando de Noronha (PE). Foi concluída a primeira fase do Projeto Noronha Verde e começaram os testes de injeção de energia limpa na rede elétrica do arquipélago, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.
Até o momento, cerca de 15% dos mais de 30 mil painéis solares previstos já foram instalados e o cronograma prevê a conclusão total até o fim de 2026. Atualmente, a matriz do local depende predominantemente de termelétricas movidas a biodiesel na Usina Tubarão.
Quando estiver finalizada, a Usina Solar Noronha Verde terá uma capacidade de geração de 22 MWp. O grande diferencial do projeto é a integração com sistemas avançados de armazenamento de baterias (BESS), com capacidade de 49 MWh, o suficiente para suprir o consumo equivalente a 9 mil residências no continente, garantindo estabilidade e segurança energética para a ilha.
“A entrega da primeira fase dentro do prazo reitera o comprometimento com a sustentabilidade e com a preservação do meio ambiente”
Saulo Cabral, diretor-presidente da Neoenergia Pernambuco.
O Programa ‘Mais por Noronha’
A nova usina integra um histórico de investimentos sustentáveis feitos na região por meio do programa Mais por Noronha, realizado pela Neoenergia em parceria com o Governo Federal, Governo do Estado de Pernambuco e comunidade local de Fernando de Noronha. Nos últimos anos, o projeto liderou iniciativas de eficiência energética e ecoturismo:
- Frota Verde: Disponibilização de 14 veículos elétricos (incluindo buggies para turismo) e 12 eletropostos.
- Rede Inteligente: Noronha tornou-se a primeira localidade do Nordeste com 100% de medidores inteligentes (REIs).
- Usinas Flutuantes: Em novembro de 2025, o arquipélago inaugurou uma usina solar flutuante no Açude do Xaréu, que supre metade do consumo da Compesa na ilha.
O projeto conta com licenciamento ambiental aprovado pela CPRH e anuência do ICMBio, gestor das Unidades de Conservação federais da ilha.




