Córregos afluentes do Pinheiros registram queda de poluição

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Os investimentos em saneamento, desassoreamento e retirada de lixo realizados pelo Governo de São Paulo começam a apresentar resultados visíveis nos indicadores técnicos. Segundo dados recentes da Cetesb,…

Os investimentos em saneamento, desassoreamento e retirada de lixo realizados pelo Governo de São Paulo começam a apresentar resultados visíveis nos indicadores técnicos. Segundo dados recentes da Cetesb, sete dos 16 afluentes monitorados na bacia do Pinheiros apresentaram uma melhora significativa nos índices de poluição orgânica entre 2020 e 2025.

O avanço é medido pelo Carbono Orgânico Total (COT). No córrego Águas Espraiadas, por exemplo, o índice caiu de 22 mg/L para 9 mg/L. Já no córrego Poli, a queda foi ainda mais impressionante: de 66 mg/L para apenas 11 mg/L em cinco anos.

O papel das Unidades Recuperadoras

Grande parte dessa melhora deve-se à implantação das Unidades Recuperadoras de Qualidade das Águas (URQs). Essas estruturas atuam diretamente na retenção de resíduos e no tratamento da água antes que ela atinja a calha principal do rio. Na calha do Pinheiros, pontos como a Ponte do Socorro e a Usina São Paulo também registraram redução pela metade na Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), indicador que mede a presença de matéria orgânica.

As ações fazem parte do programa IntegraTietê, que prevê investimentos de R$ 23,5 bilhões até 2029. Desde 2023, o programa já alcançou marcos importantes:

  • Remoção de Sedimentos: 5 milhões de metros cúbicos retirados dos rios.
  • Saneamento: 1,5 milhão de novos domicílios conectados à rede de esgoto.
  • Lixo Flutuante: 134 mil toneladas de resíduos removidas do Pinheiros desde 2023.

No primeiro quadrimestre de 2026 foram recolhidas 16,2 mil toneladas de lixo, um volume 19,4% superior ao mesmo período do ano passado, monitorado em tempo real pelo “Lixômetro” às margens do rio.

Para garantir a continuidade da limpeza, o governo estadual mantém em consulta pública uma Parceria Público-Privada (PPP) com investimento previsto de R$ 9,5 bilhões ao longo de 15 anos. O projeto foca em 210 quilômetros dos rios Tietê e Pinheiros, incluindo a recuperação ambiental das margens e a ampliação da retirada de lixo superficial.

“Os investimentos realizados começam a produzir resultados concretos. A ampliação do saneamento e a limpeza contínua têm impacto direto na melhoria gradual da água”
Thomaz Toledo, diretor-presidente da Cetesb.

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