Condomínios adotam projeto de economia verde

  • Iniciativa da administradora de condomínios Lello e do Instituto Muda coletou 427 toneladas de materiais recicláveis no 1º semestre de 2023;
  • Resíduos foram destinados a cooperativas parceiras, que cuidam da separação, reciclagem e acondicionamento;
  • Imagem: Nikofendy por Pixabay

Um projeto de “economia verde” foi implantado pela administradora de condomínios Lello em parceria com o Instituto Muda em 77 condomínios da cidade de São Paulo e na região metropolitana. A iniciativa já beneficiou mais de 900 famílias no primeiro semestre deste ano, com geração de renda, emprego e melhores condições de trabalho. 

Somente de janeiro a junho foram coletadas 427,2 toneladas de resíduos nos edifícios que participam do programa, sendo 179,42 toneladas de papel e papelão, 81,17 de plástico, 17,09 de alumínio, 12,82 de Tetra Pak, 93,98 de vidro e 42,72 toneladas de rejeitos.

Todo o material coletado foi destinado às cooperativas parceiras do Instituto Muda, que ficam responsáveis pelo trabalho de separação, reciclagem e acondicionamento. 

O impacto ambiental da ação, calculado pelos profissionais da Lello e do Instituto Muda, se traduziu em uma economia equivalente a 17 milhões de litros de água, um milhão de kW de energia, mais um milhão de dióxido de carbono, 5,3 mil árvores e 812 quilos de petróleo.

Já o impacto social foi de R$ 189 mil em materiais coletados e doados para mais de 20 cooperativas parceiras do Instituto Muda. O projeto mobiliza atualmente 28 mil moradores dos 77 condomínios participantes. 

“A cada 250 apartamentos, geramos 2,5 toneladas de resíduos ao mês e viabilizamos um posto de trabalho estável nas cooperativas. Isso sem falar no enorme Impacto positivo para o meio ambiente, com a preservação das florestas e da água, além da menor poluição do solo, da água e do ar, melhora a limpeza da cidade e até a prevenção de enchentes”
Raquel Bueno, gerente de Produtos e Parcerias da Lello Condomínios

Como funciona

O projeto Lello Recicla nos condomínios é realizado em quatro etapas. A primeira é a fase de diagnóstico e adequação da infraestrutura, por meio da qual é realizada a avaliação do condomínio, especialmente em relação aos locais de armazenamento do lixo. Na sequência haverá a instalação de contêineres e lixeiras.

A segunda fase prevê treinamento dos moradores, sempre no horário noturno para uma maior adesão ao projeto. Os funcionários dos condomínios e funcionárias domésticas recebem o treinamento em dias específicos e pré-determinados.

Já a terceira fase é a coleta de recicláveis propriamente dita, que será programada conforme a necessidade de cada condomínio e terá parte de seu custo subsidiados pela Lello. A última etapa, e a mais importante, no ponto de vista da administradora, é a doação do lixo reciclável para as cooperativas (priorizando as existentes no entorno dos condomínios), proporcionando, desta forma, a geração de renda para as instituições envolvidas.

“Nossa preocupação social e ambiental nos motivou a desenvolver este programa conscientizando síndicos, moradores e funcionários para a disseminação da educação ambiental. Somente na cidade de São Paulo são produzidas cerca de 20 mil toneladas de lixo por dia, 80% provenientes de residências e, destes, apenas 2% são destinados à reciclagem.”
Raquel Bueno, da Lello

Visão do síndico

A síndica de um dos condomínios administrados pela Lello Adriana Cesar Bueno Duarte considera de extrema importância socioambiental a iniciativa da Lello de incentivar a coleta seletiva. Para Adriana, o projeto amplia a visão não só dos síndicos, assim como dos moradores acerca do impacto causado pelo lixo residencial. Torna-se visível a quantidade de embalagens que uma família acumula em poucos dias devido ao mercado alimentício cada vez mais industrializado. “Torna-se palpável a dimensão do dano pelo descarte inadequado seja na sobrecarga dos aterros, seja no reaproveitamento dos materiais, que deixaria de ser feito se descartado em lixo comum”, contextualiza a síndica.

Segundo Adriana, logo após a implantação dos contêineres, os moradores a parabenizaram pela iniciativa e de imediato houve uma boa adesão porque era algo que muitos já haviam solicitado. Os condôminos, então, começaram rapidamente a descartar de forma responsável, facilitando processos de reciclagem, como, por exemplo, a pré-higienização das embalagens.

“Além de estarmos ajudando famílias cooperadas, essa pegada ambiental gera um impacto econômico aos que ‘cuidam’ da separação dos recicláveis e dão o melhor destino para aquele material. Afora contribuir com a diminuição do descarte incorreto, nos dá imenso orgulho ver que somos mais um grupo de pessoas trabalhando juntas na tentativa de recuperar o meio ambiente”
Adriana Cesar Bueno Duarte, síndica

Para Alexandre Furlan, fundador do Instituto Muda, o cenário atual de extrema urbanização paulistana traz desafios a serem superados. ”A cidade de São Paulo está cada vez mais verticalizada. No Instituto Muda, trabalhamos para dar uma nova oportunidade aos resíduos gerados pelos condomínios desviando-os dos aterros. Contar com o apoio da Lello nesta iniciativa de implementar nossa coleta seletiva nos faz ter a convicção de que estamos no caminho certo rumo a uma cidade mais sustentável que desperte uma nova consciência ambiental nas pessoas, promovendo impacto socioambiental positivo”, afirma.

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