- Minha Coleta, plataforma tecnológica especializada em gestão de resíduos, implementa projeto-piloto com a empresa logística portuária Porto Sudeste para reciclagem de uniformes;
- Cerca de 410 peças fora de uso foram reaproveitados e se transformaram em mais de 400 itens produzidos a partir de upcycling;
- Imagem: Divulgação
A destinação correta de resíduos industriais, especialmente uniformes e EPIs fora de uso é um desafio crescente para grandes empresas, escolas e instituições. Em resposta a esse cenário, a plataforma tecnológica especializada em gestão de resíduos e logística reversa Minha Coleta, colocou em prática um projeto-piloto com a empresa de logística portuária Porto Sudeste de reciclagem e upcycling de uniformes.
A iniciativa transforma uniformes fora de uso e em condições de reaproveitamento que antes teriam como destino o aterro em brindes corporativos sustentáveis, como mochilas, bolsas, ecobags e nécessaires. Mais do que um projeto ambiental, a ação se consolida como um case de inovação operacional, alinhado a metas de ESG, economia circular e aterro zero.
Segundo Eduardo Nascimento, CEO da Minha Coleta, ainda existe uma lacuna relevante no mercado quando se fala em soluções estruturadas para resíduos têxteis. “A baixa capilaridade de soluções de tecnologia para o tratamento circular de resíduos, especialmente têxteis, demonstra a importância de iniciativas como esta. Ao reduzir outros obstáculos, como os comerciais, operacionais e logísticos, estas ações viabilizam diversos projetos por meio do upcycling, garantindo maior impacto social e ambiental”, afirma.
O desafio da Porto Sudeste era interno e recorrente: qual a destinação dos uniformes aposentados em escala suficiente, dentro do conceito de circularidade. Bernardo Castello, gerente de Meio Ambiente do Porto Sudeste, explica que houve outras tentativas para dar um encaminhamento mais estruturado e circular, mas encontraram limitações e baixa disponibilidade de soluções tecnológicas e operacionais para o tratamento de resíduos têxteis. Para Castello, esta iniciativa evita o envio dos uniformes usados para aterros e as peças se transformarm em brindes corporativos, como mochilas, bolsas, ecobags e nécessaires.
“Mais do que um projeto ambiental, trata-se de um case de inovação operacional, pois reconfiguramos um fluxo de descarte em uma nova cadeia de valor, com rastreabilidade, critérios de triagem e uma lógica de economia circular, contribuindo diretamente para a nossa meta de Aterro Zero.”
Bernardo Castello, gerente de Meio Ambiente do Porto Sudeste.
Coleta uma vez ao ano
A plataforma da Minha Coleta conecta geradores de resíduos, operadores logísticos e cooperativas para garantir a rastreabilidade do processo, desde a coleta até a destinação final. Todos os materiais passam por armazenamento adequado, lavagem, triagem e posterior confecção, com controle de volumes, métricas ambientais e comprovação do destino correto.
No caso do Porto Sudeste, a coleta dos uniformes ocorre fora da área alfandegária e está prevista para acontecer uma vez ao ano, seguindo critérios técnicos e operacionais definidos no piloto. Ao todo, cerca de 410 uniformes foram reaproveitados nesta primeira etapa, resultando em mais de 400 itens produzidos a partir do upcycling.
95% de recuperação dos materiais
Embora parte dos impactos ambientais ainda esteja em fase de mensuração, o projeto já apresenta indicadores relevantes, como taxa de recuperação de aproximadamente 95% dos materiais, economia estimada de cerca de 2,5 mil metros cúbicos de água e redução significativa de resíduos enviados a aterros. Além do ganho ambiental, o projeto também gera impacto social direto, com aumento de renda para mulheres envolvidas na cadeia produtiva da confecção dos brindes, reforçando a conexão entre sustentabilidade, inclusão e desenvolvimento local.

O projeto-piloto integra uma estratégia mais ampla de sustentabilidade do Porto Sudeste, que busca avançar no objetivo de aterro zero não apenas para uniformes e EPIs, mas também para resíduos administrativos, orgânicos e entulho. A expectativa é que, após a medição da prova de conceito, o modelo possa ser ampliado e replicado em outras operações e unidades.
Para a Minha Coleta, a parceria reforça o posicionamento da empresa como uma solução completa de gestão de resíduos, capaz de ir além da destinação correta e atuar como agente de inovação em modelos circulares dentro de grandes organizações.
“O modelo implementado no Porto Sudeste é totalmente escalável e pode ser replicado por diversos outros geradores de resíduos têxteis. A Minha Coleta oferece a inteligência necessária para criar pontos contínuos de descarte, inclusive possibilitando a colaboração e o rateio de custos operacionais entre diferentes empresas geradoras. Essa solução simplificada garante o compliance e a eficácia da gestão de resíduos”
Eduardo Nascimento CEO da Minha Coleta

