O trabalho realizado pelo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres de São Paulo (Cetras-SP), da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), possibilitou o retorno de 80 jabutis-piranga (Chelonoidis carbonaria) à natureza em Mato Grosso do Sul. A soltura integra um conjunto de ações que já permitiu ao centro reabilitar e devolver mais de 14 mil animais silvestres aos seus habitats naturais desde 2023.
Os animais foram encaminhados para a Reserva Santa Sofia, onde concluíram o período de adaptação antes de serem liberados em uma área adequada para a espécie.
Os jabutis são provenientes de ações de resgate, apreensões e entregas voluntárias realizadas por cidadãos que buscaram a destinação adequada para os animais. Após chegarem ao Cetras-SP, passaram por quarentena, avaliações clínicas, exames e acompanhamento especializado para garantir que apresentassem condições de saúde e comportamento compatíveis com o retorno à vida livre.
Concluída a etapa de reabilitação, os animais foram destinados à Reserva Santa Sofia, reconhecida como Área de Soltura de Animais Silvestres pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. No local, receberam acompanhamento complementar até a etapa final de soltura.
“A reabilitação da fauna silvestre é uma atribuição dos centros de triagem e reabilitação e envolve uma série de procedimentos técnicos para garantir que os animais tenham condições de retornar à natureza. A soltura desses jabutis mostra como a atuação conjunta entre o Cetras-SP, instituições parceiras e áreas de soltura legalmente reconhecidas amplia os resultados da conservação da biodiversidade. Cada animal devolvido ao seu ambiente representa um ganho para os ecossistemas e para a proteção da fauna brasileira”
Liliane Milanelo, coordenadora de Gestão de Cetras da Semil.
Conhecido também como jabuti-de-cabeça-vermelha, o jabuti-piranga desempenha um papel importante nos ecossistemas brasileiros. A espécie contribui para a dispersão de sementes e para a regeneração da vegetação nativa, auxiliando na manutenção dos processos ecológicos naturais.
A ação contou com a parceria do Instituto Libio e Onçafari, responsáveis pelo recebimento, adaptação e acompanhamento dos animais na etapa que antecedeu a soltura. A integração entre os diferentes atores envolvidos é fundamental para garantir que animais reabilitados possam retornar de forma segura ao ambiente natural.
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