Com a proposta de cultivar café sob o conceito de agricultura regenerativa, a Flora apresentou seus produtos ao público em São Paulo durante o Congresso Ambiental 2026 (Cambi2026). Em um quiosque, ofereceu degustação de sua linha de cafés, que começa a chegar ao mercado.
A marca Flora foi fundada em 2022, mas tem raízes de um século. Provém do cultivo de café na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, por cinco gerações da família Capistrano Ferreira. Há quatro anos, foi firmada a parceria com a LuxorAgro, empresa brasileira dedicada ao desenvolvimento de sistemas de produção regenerativo.
Desta forma, uma atividade secular se reinventa para combinar a tradição com técnicas de ponta, baseada em quatro pilares:
- Restaurar a harmonia natural das paisagens
- Implementar diversos sistemas agroflorestais
- Adotar práticas de gestão regenerativa
- Promover um forte senso de comunidade
A Fazenda Pedra Preta, onde o café é cultivado, passa então por um processo de transformação para desenvolver um ecossistema resiliente, inclusive à instabilidade climática. Entre as atividades desenvolvidas estão a adoção de plantas de cobertura para proteger o solo da radiação solar e da erosão causada pelas chuvas, tornando-se fertilizantes orgânicos para a nutrição do cafeeiro.
Para sequestrar o CO2 e oferecer sombra, foram plantados guapuruvu, espécie nativa de diferentes biomas brasileiros, com crescimento rápido e copas abertas e difusas, com grande capacidade de poda. Além disso, por ser uma planta leguminosa, o guapuruvu tem a capacidade de fixar nitrogêncio no solo, provendo nutrientes para os cafeeiros.
Várias outras ações estão sendo desenvolvidas, considerando o cultivo de variedades tradicionais de café adaptadas às condições de clima, topografia e altitude da fazenda, além de variedades complementares para aprimorar o terroir da Mantiqueira. A Flora adota processamento natural, técnicas inovadoras de fermentação e oferece lotes com sabores exóticos, desde caramelo e mel, até frutas tropicais vibrantes.




