Você sabe o que é sociobioeconomia?

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A preservação ambiental é uma prática mandatória para perpetuação da civilização humana. Mas, para ser viável e sustentável do ponto de vista ambiental e econômico, deve ser amparada…

A preservação ambiental é uma prática mandatória para perpetuação da civilização humana. Mas, para ser viável e sustentável do ponto de vista ambiental e econômico, deve ser amparada por modelos estruturados e um deles é a sociobioeconomia. A proposta da sociobioeconomia é promover um modelo de desenvolvimento capaz de conciliar prosperidade, conservação ambiental e inclusão social.

Pode parecer utópico, mas está muito mais avançado do que muitos imaginam. O Brasil tem um Plano Nacional de Sociobioeconomia que está sendo elaborado no âmbito da Estratégia Nacional de Bioeconomia desde 2024. E há na sociedade diversas iniciativas para inclusão do setor privado neste modelo, que propõe novas formas de gerar riqueza sem comprometer os ecossistemas.

“Em vez de depender da degradação ambiental, a sociobioeconomia promove usos responsáveis dos recursos naturais. Ao superar a ideia de que é necessário escolher entre conservação e geração de renda, a sociobioeconomia demonstra que crescimento econômico e proteção ambiental podem caminhar juntos.” Sitawi Finanças do Bem 

Resultados concretos e mensuráveis

No Brasil já há resultados práticos e mensurados pela Conexsus – Instituto Conexões Sustentáveis  sobre o avanço dos negócios neste modelo sustentável e integrativo. Um levantamento da organização mostra que mais de 100 negócios comunitários ligados a cadeias como açaí, cacau e castanha-do-Brasil movimentaram cerca de R$ 130 milhões em 2025 e contribuíram para a conservação de aproximadamente 2,5 milhões de hectares de territórios, principalmente na Amazônia. 

Os dados também apontam crescimento de 81% no faturamento dessas iniciativas entre 2023 e 2025, reforçando o potencial da chamada economia da floresta como alternativa de desenvolvimento sustentável. Os dados fazem parte do sistema de monitoramento da organização, que acompanha os resultados econômicos, sociais e ambientais dos negócios comunitários apoiados pela instituição.

De acordo com Pedro Frizo, Diretor de Programas e Inovação Financeira da Conexsus, os dados evidenciam a magnitude dos negócios comunitários e o seu papel decisivo para a geração de renda às comunidades. Frizo defende a importância de se trabalhar no fortalecimento destes empreendimentos, para que se possa ter um ecossistema de negócios cada vez mais maduro e abrangente e a sociobioeconomia se consolide como protagonista nos diferentes territórios rurais e florestais.

De acordo com a Conexsus, o levantamento não representa todo o universo da sociobioeconomia no país, mas evidencia o potencial do segmento para gerar renda local e estimular modelos produtivos que mantêm a floresta em pé.

Com presença em diferentes regiões e biomas brasileiros, os negócios comunitários mostram que a sociobioeconomia pode se consolidar como alternativa de desenvolvimento sustentável, ao combinar conservação ambiental, valorização de produtos da biodiversidade e geração de renda para povos e comunidades tradicionais.


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