FebraTêxtil traz projetos de responsabilidade social na moda

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Uma das discussões apresentadas na edição FebraTêxtil 2026 foi a transformação verde da indústria têxtil e os caminhos para que a cultura brasileira adquira valor produtivo. Por meio…

Uma das discussões apresentadas na edição FebraTêxtil 2026 foi a transformação verde da indústria têxtil e os caminhos para que a cultura brasileira adquira valor produtivo. Por meio de palestras, desfiles e estandes, o público pode verificar as novas tendências e iniciativas que conectam inovação tecnológica à inclusão produtiva, provando que a sustentabilidade na moda é indissociável da valorização humana.

O Instituto SUSTEXMODA, por exemplo, foi criado em 2023 a partir de um núcleo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) e capacita refugiados e pessoas em vulnerabilidade social através do upcycling têxtil em escala. Desta forma, promove geração de renda a partir do reaproveitamento de resíduos. O instituto desenvolve projetos socioambientais relacionados à indústria da moda em cooperação com a Receita Federal do Brasil, a USP e o Instituto Bibliaspa, responsável pelo ensino de português aos participantes, que chegaram ao país com vistos humanitários.

Durante os dois dias do evento (6 e 7 de maio), realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, foi possível conhecer o método de patchwork industrial LINE FLOW no estande da Andrade Máquinas. Criado pela professora Margo Isaac, a técnica permite o aproveitamento integral de aparas têxteis geradas no corte industrial. A proposta transforma resíduos em um novo material com aplicação em vestuário, calçados, bolsas e design de interiores.

“A inovação no setor têxtil precisa caminhar junto com a responsabilidade socioambiental. Estamos falando de impacto real: inclusão social, capacitação e processos produtivos mais conscientes.”
Conceição Ruiz, diretora de Marketing e Vendas da Andrade Máquinas

Moda com impacto em Paraisópolis

A ONG Florescer apresentou no FebraTêxtil 2026 o trabalho de capacitação realizado com mulheres da comunidade de Paraisópolis. O projeto foca no reaproveitamento de jeans descartados, transformando o material em novos itens de moda. Para Nadia Bacchi, presidente da ONG, levar esse trabalho para a evento prova que a moda é um motor real de transformação social.

“Nossa parceria com a FebraTêxtil é fundamental para mostrar que a moda pode e deve ser um motor de transformação social. Levar o trabalho das nossas mulheres para um evento dessa magnitude é a prova de que a sustentabilidade se faz com inclusão e valorização humana”, afirma Nadia Bacchi, presidente da ONG Florescer. (Foto: Divulgação)

Tecnologia e Tendências 2026/2027

Além do impacto social, a FebraTêxtil abordou temas como:

  • O uso da Inteligência Artificial na moda digital;
  • Caminhos para a transformação verde e acesso a mercados internacionais;
  • Tendências de consumo para o biênio 2026/2027.

Houve desfiles de marcas como Capricórnio Têxtil, Macias Tecelagem e Wondersize, esta última reforçando a inclusão com foco na diversidade de corpos. Segundo Hélvio Jr, diretor do Febratex Group, a feira se consolida como um espaço onde a inovação e o ESG não são mais periféricos, mas o coração do negócio.


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