A adoção de sistemas de energia solar em condomínios residenciais e comerciais tem ganhado espaço no Brasil como resposta à pressão por redução de despesas e à crescente demanda por práticas sustentáveis. A instalação de painéis fotovoltaicos em áreas comuns permite diminuir gastos com eletricidade, ao mesmo tempo em que contribui para a redução das emissões de carbono.
Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) indicam que o setor fotovoltaico opera atualmente 66,7 GW no Brasil e é a segunda fonte na matriz elétrica brasileira, representando 25,3% do total. A tecnologia esá presente em todas as regiões do Pais com as usinas de grande porte e em mais de 5 mil municípios com a geração própria em telhados e pequenos terremos.
O Impacto no rateio dos moradores
Em condomínios, os gastos com elevadores, bombas hidráulicas, iluminação e lazer representam uma fatia pesada das despesas. De acordo com Zener Costa, especialista em gestão condominial e CEO da LLZ Garantidora, a energia solar é hoje uma ferramenta estratégica de gestão.
“A substituição parcial ou total dessa demanda por energia solar tende a aliviar o rateio entre moradores. O impacto nas contas é perceptível já nos primeiros ciclos após a implantação.”
Zener Costa, especialista em gestão condominial e CEO da LLZ Garantidora
Imóveis com geração própria de energia reduzem as despesas operacionais, oferecendo mais previsibilidade financeira, além de se tornarem mais atrativos e romover valorização patrimonial, afirma Dimael Monteiro, diretor geral da Helte, distribuidora nacional de kits fotovoltaicos.
O modelo de geração distribuída permite que o excedente produzido seja convertido em créditos, que podem gerar receita recorrente.
Driblando o investimento Inicial
Apesar da economia garantida a longo prazo, o custo de instalação ainda é o principal entrave para muitos síndicos. Como a maioria dos condomínios mantém apenas fundos de reserva para emergências, o investimento estrutural pode parecer inviável à primeira vista.
No entanto, há algumas novas soluções financeiras:
- Linhas de Crédito Específicas: Modelos que permitem diluir o custo ao longo do tempo, sem comprometer o orçamento mensal.
- Contratação por Desempenho: Empresas parceiras assumem parte do investimento e são remuneradas pela própria economia gerada na conta de luz.
Planejamento e Valorização
A decisão pela energia solar exige uma análise técnica que considere a incidência solar do local e a regulamentação vigente. Mas, para além da conta imediata, existe o fator valorização. Imóveis com infraestrutura sustentável e menor custo de manutenção têm maior liquidez no mercado atual.
“A energia solar deixou de ser apenas uma inovação tecnológica para integrar o conjunto de estratégias voltadas à eficiência operacional.”
Zener Costa
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