Uma publicação inédita amplia o olhar sobre os povos originários e a diversidade cultural de São Paulo: o Guia Turístico das Aldeias Indígenas. Desenvolvido pela Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP) em parceria com a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado, o material nasce com o propósito de valorizar os povos nativos do nosso país e incentivar um modelo de turismo mais consciente, baseado no respeito às tradições e no protagonismo das comunidades.
A publicação, que serve como um roteiro, reúne informações sobre 16 aldeias indígenas de diferentes etnias distribuídas por várias regiões do estado.
O guia vem para propor uma verdadeira imersão cultural, apresentando experiências que aproximam visitantes do modo de vida e dos saberes ancestrais. Entre as vivências estão trilhas guiadas, apresentações de canto e dança, pintura corporal, gastronomia tradicional, contação de histórias, exposição de objetos, além de práticas com plantas medicinais, agricultura e jogos típicos.
Aldeias em 11 municípios
As aldeias contempladas estão localizadas em 11 municípios diferentes: Arco-Íris, Avaí, Braúna, Guarulhos, Itaporanga, Miracatu, Pariquera-Açu, Peruíbe, São Paulo, São Sebastião e Ubatuba. Os destinos revelam a riqueza presente em diferentes territórios paulistas e além das aldeias, o material destaca outros importantes espaços de preservação e difusão da cultura como o Museu das Culturas Indígenas e o Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre.
“A ideia é diversificar a oferta turística do Estado com iniciativas que vão do turismo náutico ao cultural, do rural ao esportivo e outros, com foco na inovação e na valorização das regiões. O novo guia constitui um passo importante para promover um turismo mais consciente e inclusivo no Estado. Ao valorizar as aldeias indígenas, reconhecemos o papel fundamental dos povos originários e incentivamos vivências que valorizam seus costumes e geram oportunidades.”
Ana Biselli, secretária de Turismo e Viagens
Além de fomentar o turismo, o guia se posiciona como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento sustentável. Ao incentivar o turismo de base comunitária, contribui para a geração de renda nas aldeias, fortalece a autonomia dos povos originários e ajuda a preservar saberes e tradições que são fundamentais para a identidade brasileira.




