Museu das Culturas Indígenas celebra Abril Indígena com programação especial

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Em celebração ao Abril Indígena, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) apresenta agenda com visitas mediadas, oficinas, encontros e vivências conduzidas por lideranças indígenas, destaca saberes ancestrais e debates contemporâneos o museu tem entrada gratuita e amplia o acesso do público a exposições e atividades;
  • Agenda reúne visitas mediadas, oficinas, encontros e vivências conduzidas por lideranças indígenas, destaca saberes ancestrais e debates contemporâneos;
  • Entre 18 e 21 de abril, o Museu das Culturas Indígenas tem entrada gratuita e amplia o acesso do público a exposições e atividades;

Em celebração ao Abril Indígena, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) apresenta, ao longo deste mês, uma agenda dedicada à diversidade cultural, saberes ancestrais e lutas contemporâneas dos povos originários. A programação inclui visitas mediadas, oficinas, vivências e debates formativos.

Gerido pela ACAM Portinari, em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim, o MCI é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

Destaques da Programação

No dia 18 de abril, às 9h30 e 14h, o museu promove visitas mediadas à exposição Ygapó: Terra Firme, de Denilson Baniwa. A atividade propõe reflexões sobre o papel dos sonhos como orientação e resistência, abordando a defesa dos territórios e a continuidade dos modos de vida indígenas.

Ainda no dia 18, às 11h, Pedro Pankararé conduz uma contação de histórias sobre a presença indígena em contextos urbanos, focando na região do Cabuçu, em Guarulhos (SP), e na manutenção de rituais fora dos territórios originários.

Vivências e Rituais Fulni-ô

No Dia dos Povos Indígenas (19 de abril), as atividades serão conduzidas pelo grupo Yamititkwa Sato, do povo Fulni-ô.

10h: Oficina de maracá, com foco na criação do instrumento e seus significados espirituais.

15h: Vivência de cantos (cafurnas) e a dança ritual do Toré.

16h30: Show de pré-lançamento de Djotana, da artista Siba Puri. A apresentação une ritmos tradicionais (maracatu, coco e caboclinho) a sonoridades urbanas como reggae e rap, estética que a artista define como “Reggae Originário”.

Patrimônio, Educação e Meio Ambiente

A pauta linguística ganha destaque no dia 25 de abril, às 10h, com um encontro sobre a língua Guarani como patrimônio imaterial de São Paulo. O debate marca o início do pedido de reconhecimento junto ao Condephaat. No mesmo dia, às 14h30, um encontro com educadores abordará a infância do povo Mehinako e a transmissão de saberes tradicionais.

Encerrando o mês, em 28 de abril, às 15h, o MCI celebra o Dia Nacional da Caatinga. Com mediação de Dydyane Fulni-ô, a atividade refletirá sobre o bioma — que ocupa 11% do território nacional — como um território de resistência e biodiversidade única.

Contexto e Diversidade

O Abril Indígena amplia o reconhecimento das culturas originárias instituído em 1943. Dados do Censo 2022 (IBGE) reforçam a importância desse protagonismo: o Brasil abriga atualmente 391 povos indígenas falantes de 295 línguas. O estado de São Paulo reúne 271 etnias, consolidando as grandes cidades como territórios fundamentais de convivência e resistência indígena na contemporaneidade.

Todas as atividades são gratuitas com retirada de ingresso no site
Museu das Culturas Indígenas

Endereço: Rua Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca – São Paulo/SP

Telefone: (11) 3873-1541

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